Fundamentos da Fé
Os 28 Artigos da Breve Exposição das
Doutrinas Fundamentais do Cristianismo
Art. 1º - Do Testemunho da Natureza quanto a Existência de Deus.
Existe um só Deus vivo e pessoal; suas obras no céu e na terra manifestam não meramente que existe mas que possui sabedoria poder e bondade tão vastos que os homens não os podem compreender; conforme sua sabedoria e livre vontade governa todas as coisas.
Art. 2º - Do Testemunho da Revelação a Respeito de Deus e do Homem.
Ao testemunho das Suas obras Deus acrescentou informações a respeito de Si mesmo e do que requer dos homens. Essas informações se acham nas Escrituras Sagradas do Velho e do Novo Testamento (*), nas quais possuímos a única regra perfeita para nossa crença sobre o Criador e preceitos infalíveis para todo o nosso proceder nesta vida.
(*) Os livros apócrifos não são parte da Escritura divinamente inspirada.
Art. 3º - Da Natureza dessa Revelação.
As Escrituras Sagradas foram escritas por homens santos, inspirados por Deus, de maneira que as palavras que escreveram são as palavras de Deus. Seu valor incalculável e devem ser lidas por todos os homens.
Art. 4º - Da Natureza de Deus.
Deus, o Soberano Proprietário do Universo, é espírito, eterno, infinito, e imutável em sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade.
Art. 5º - Da Trindade.
Na Unidade Embora seja um grande mistério que existam diversas Pessoas em um só Ente, é verdade que na divindade há uma distinção de Pessoas indicadas nas Escrituras Sagradas pelos nomes Pai, Filho e Espírito Santo e pelo uso dos pronomes Eu, Tu e Ele, empregados por Elas mutuamente entre si.
Art. 6º - Da criação do Homem.
Deus, tendo preparado este mundo para a habitação do gênero humano, criou o homem , constituindo-o de uma alma que é espírito, e de um corpo composto de matérias terrestres. O primeiro homem foi feito à semelhança de Deus, puro, inteligente e nobre, com memória, afeições e vontade livre, sujeito àquele que o criou, mas com domínio sobre todas as outras criaturas deste mundo.
Art. 7º - Da Queda do Homem.
O homem, assim dotado e amado pelo Criador era perfeitamente feliz; mas tentado por um espírito rebelde (chamado por Deus Satanás), desobedeceu ao seu Criador; destruiu a harmonia em que estivera com Deus; perdeu a semelhança divina; tornou-se corrupto e miserável; deste modo vieram sobre ele a ruína e a morte.
Art. 8º - Da Conseqüência da Queda.
Esta não se limitara ao primeiro pecador. Seus descendentes herdaram dele a pobreza, a desgraça, e a inclinação para o mal e a incapacidade de cumprir bem o que Deus manda; por conseqüência todos pecam, todos merecem ser condenados e de fato todos morrem. "
Art. 9º - Da Imortalidade da Alma.
A alma humana não acaba quando o corpo morre. Destinada por seu Criador a uma existência perpetua, continua capaz de pensar, desejar, lembrar-se do passado e gozar da mais perfeita paz e regozijo; e também de temer o futuro , sentir remorso e horror e sofrer agonias tais que mais quereria acabar do que continuar a existir; o pecador pela rebelião contra o seu Criador, merece para sempre esta miséria, que é chamada por Deus a segunda morte.
Art.10 - Da Consciência e do Juízo Final.
Deus constituiu a consciência juiz da alma do homem. Deu-lhe mandamentos pelos quais se decidissem todos os casos, mas reservou para Si o julgamento final, que será em harmonia com Seu próprio caráter. Avisou os homens da pena com que punira toda injustiça, maldade, falsidade e desobediência ao Seu governo; cumprira Suas ameaças, punindo todo o pecado em exata proporção à culpa.
Art. 11- Da Perversidade do Homem e do Amor de Deus.
Deus, vendo a perversidade, a ingratidão e o desprezo com que os homens Lhe retribuíam seus benefícios e o castigo que merecem, cheio de misericórdia compadeceu-se deles; jurou que não deseja a morte dos ímpios; além disso, amou-os e mandou declarar-lhes, em palavras humanas, Sua imensa bondade para com eles. E quando os pecadores nem com tais palavras se importavam, Ele lhes deu a maior prova de Seu amor enviando-lhes um Salvador que os livrasse completamente da ruína e da miséria, da corrupção e condenação e os restabelecesse para sempre no Seu favor.
Art. 12 - Da Origem da Salvação.
Esta salvação, tão preciosa e digna do Altíssimo (porque está inteiramente em harmonia com o Seu caráter), procede do infinito amor do Pai, que deu Seu Unigênito Filho para salvar os Seus inimigos.
Art. 13 - Do Autor da Salvação.
Foi adquirida. porém. pelo Filho, não com ouro nem com prata, mas com Seu sangue, pois tomou para Si um corpo humano e uma alma humana preparados pelo Espírito Santo no ventre de uma virgem; assim, sendo Deus, e continuando a ser, se fez homem. Nasceu da Virgem Maria, viveu entre os homens, como se conta nos Evangelhos; cumpriu todos os preceitos divinos e sofreu a morte e a maldição como o substituto dos pecadores, ressuscitou e subiu ao céu. Ali intercede pelos Seus remidos e para valer-lhes tem todo poder no céu e na terra. É nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que oferece, de graça, a todo pecador, o pleno proveito da sua obediência e sofrimentos, e o " assegura a todos os que, crendo nEle, aceitam-no por Seu Salvador.
Art.14 - Da Obra do Espírito Santo no Pecador.
O Espírito Santo enviado pelo Pai e pelo Filho, usando das palavras de Deus, convence o pecador dos seus pecados e da sua ruína, mostra-lhe a excelência do Salvador, move-o a arrepender-se, a aceitar e a confiar em Jesus Cristo. Assim produz a grande mudança espiritual chamada nascer de Deus: O pecador nascido de Deus esta desde já perdoado, justificado e salvo; tem a vida eterna e goza das bênçãos da salvação.
Art. 15 - Do Impenitente.
Os pecadores que não crerem no Salvador e não aceitarem a salvação que lhes esta oferecida de graça, hão de levar a punição das suas ofensas, pelo modo e no lugar destinados para os inimigos de Deus.
Art.16 - Da única Esperança de Salvação.
Para os que morrem sem aproveitar-se desta salvação, não existe no porvir, além da morte, um raio de esperança. Deus não deparou remédio para os que, até o fim da vida neste mundo, perseveram nos seus pecados. Perdem-se. Jamais terão alivio.
Art. 17 - Da Obra do Espírito Santo no Crente.
O Espírito Santo continua a habitar e operar naqueles que faz nascer de Deus; esclarece-lhes a mente mais e mais com as verdades divinas, eleva e purifica-lhes as afeições, adiantando neles a semelhança de Jesus; estes frutos do Espírito são provas de que passaram da morte para a vida, e que são de Cristo.
Art.18 - Da União do Crente Com Cristo e do Poder para o Seu Serviço.
Aqueles que tem o. Espírito de Cristo estão unidos com Cristo e, como membros do seu corpo, recebem a capacidade de servi-Lo. Usando desta capacidade procuram viver e realmente vivem, para a glória de Deus, seu Salvador.
Art.19 - Da União do Corpo de Cristo.
A Igreja de Cristo no céu e na terra é uma e compõem-se de todos os sinceros crentes no Redentor, os quais foram escolhidos por Deus antes de haver mundo para serem chamados e convertidos nesta vida e glorificados durante a eternidade.
Art. 20 - Dos deveres do Crente.
É de obrigação dos membros de uma igreja local reunirem-se para fazer orações e dar louvores a Deus, estudarem Suas palavras, celebrarem os ritos ordenados por Ele, valerem uns aos outros e promoverem o bem de todos irmãos, receberem entre si como membros aqueles que pedem e que parecem verdadeiramente filhos de Deus pela fé; excluírem aqueles que depois mostram, pela desobediência aos preceitos do Salvador, que não são de Cristo; e procurarem o auxilio e proteção do Espírito Santo em todos os seus passos.
Art. 21 - Da Obediência dos Crentes.
Ainda que os salvos não obtenham a salvação pela obediência à lei senão pelos merecimentos de Jesus Cristo, recebem a lei e todos os preceitos de Deus como um meio pelo qual Ele lhes manifesta sua vontade sobre o procedimento dos remidos e guarda-nos tanto mais cuidadosa e gratamente por se acharem salvos de graça.
Art. 22 - Do Sacerdócio dos Crentes e dos Dons do Espírito.
Todos os crentes sinceros são sacerdotes para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, por Jesus Cristo; que é o Mestre, Pontífice e único Cabeça da sua Igreja como governador da Sua Casa estabeleceu nela diversos cargos como pastor, presbítero, diácono e evangelista; para eles escolhe e habilita, com talentos próprios, aos que Ele quer para cumprirem os deveres destes ofícios. E quando existem, devem ser reconhecidos pela Igreja como preparados e dados por Deus.
Art. 23 - Da Relação de Deus para com o Seu Povo.
O Altíssimo Deus atende as orações que, com fé, em nome de Jesus, o único Mediador entre Deus e os homens, Lhe são apresentadas pelos crentes, aceita os seus louvores e reconhece como feito a Ele, todo o bem feito aos Seus.
Art. 24 - Da Lei Cerimonial e dos Ritos Cristãos.
Os ritos judaicos, divinamente instruídos pelo ministério de Moisés, eram único Cabeça da sua Igreja como governador da Sua Casa estabeleceu nela diversos cargos como pastor, presbítero, diácono e evangelista; para eles escolhe e habilita, com talentos próprios, aos que Ele quer para cumprirem os deveres destes ofícios. E quando existem, devem ser reconhecidos pela Igreja como preparados e dados por Deus.
Art. 25 - Do Batismo com água
O batismo com água foi ordenado por nosso Senhor Jesus Cristo como figura do batismo verdadeiro e eficaz, feito pelo Salvador, quando envia o Espírito Santo para regenerar o pecador. Pela recepção do batismo com a pessoa declara que aceita os termos do pacto em que Deus assegura aos crentes as bênçãos da salvação.
Art. 26 - Da Ceia do Senhor.
Na Ceia do Senhor como foi instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, o pão e o vinho representam vivamente ao coração do crente, o corpo que foi morto e o sangue que foi derramado no Calvário. E participar do pão e do vinho representa o fato de que a alma recebeu seu Salvador. O crente faz isto em memória do Senhor, mas é da sua obrigação examinar-se primeiro, fielmente, quanto a sua fé, seu amor e seu procedimento.
Art. 27 - Da Segunda vinda do Senhor Nosso Senhor.
Jesus Cristo virá do céu como homem, em Sua própria glória e na gloria de Seu Pai, com todos os santos e anjos; assentar-se-á no trono da Sua glória e julgará todas as nações.
Art. 28 - Da Ressurreição para a Vida ou para a Condenação.
Vem a hora em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e ressuscitarão; os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Os crentes que nesse tempo estiverem vivos serão mudados e sendo arrebatados estarão para sempre com o Senhor. Os outros também ressuscitarão, mas para a condenação.